Construções Verdes fazem trabalho duplo: reduzem consumo de energia e riscos financeiros
O potencial para redução de consumo de energia em prédios antigos e novos é significativa, de acordo com um estudo da KPMG. O estudo conclui que o consumo de energia nos prédios poderia ser reduzido de 30% a 50% e ainda produzir um retorno em investimentos. Além disso, grupos imobiliários podem tirar uma oportunidade de negócios a partir de construções verdes atraindo os melhores acordos e investidores estratégicos, de acordo com o relatório.
O estudo, "Mudanças Climáticas: Riscos e Oportunidades no Mercado Imobiliário Comercial Canadense", revela que emissões diretas de gases do efeito estufa vêm de combustões locais de combustíveis utilizados em sistemas de aquecimento e refrigeração, e do uso de refrigerantes. Enquanto isso, emissões indiretas vem primeiramente dos gases do efeito estufa lançados a partir de combustões relacionadas à produção de materiais de construção e da eletricidade usada nas construções.
Estima-se que o setor de construções comerciais no Canadá representem 13% das emissões de carbono canadense e 14% do consumo final da energia, de acordo com o relatório. O estudo também cita as estimativas da Agência Internacional de Energia a partir de 2005, que revela que as construções somam de 20% a 40% do consumo mundial de energia, dependendo do clima e da economia dos países. De forma similar, o Conselho Empresarial Mundial de Desenvolvimento Sustentável conclui que as construções representam 40% do uso mundial da energia com emissões de carbono associadas substancialmente maiores do que no setor de transportes.
O estudo de eficiência energética nas construções, do Conselho Empresarial Mundial de Desenvolvimento Sustentável, indica que o setor de construções globais precisa reduzir o consumo de energia nas construções em 60% até 2050 para ajudar a cumprir as metas globais de mudanças climáticas. O estudo da KPMG cita diversos benefícios para uma construção "verde", incluindo cargas tributárias reduzidas. O estudo também indica que o mercado nacional canadense para emissões de carbono relacionadas à eficiência na construção está em discussão.
Fonte: Environmental Leader
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